A TV como indústria do entretenimento

Sob o conceito de artificialidade ditado pelas programações televisivas, pode-se ver o crescente número de programas de entretenimentos que entram no ar. São séries, reality e talkshows que invadem as telinhas e levam aos telespectadores programas lotados de comerciais e com pouco conteúdo verdadeiramente relevantes, nos remetendo a uma vertente factual ou de verdade e autenticidade.

O merchandising provocado por esse gênero televisivo provocou algumas alterações no setor publicitário, já que a verdadeira meta é dar-se a conhecer ao público, é expor-se para vender seus produtos (CDs, livros, fotos).

Cada vez mais, nesse grande cenário narrativo que a televisão coloca ao dispor dos telespectadores, a informação intercambia seus signos com os da ficção, o real se confunde com o imaginário, o natural e autêntico com o artificial: situações concretas e vividas são apresentadas como momentos de ficção e vice-versa.

Essa forma abusada de fazer televisão que hoje campeia por aí promove uma confusão deliberada entre os diferentes planos de realidade com que opera a tevê. Há hoje, na programação televisiva, uma evidente substituição de uma teologia da verdade e da mentira, do real e da ficção, por outra, a da naturalidade e da artificialidade.

E a estratégia empregada para sustentar essa segunda natureza é a construção de um mundo inteiramente auto-referencial que ainda se dá ao luxo de importar fragmentos do real que lhe é paralelo como artifício eloqüente para criar efeitos de realidade e naturalidade.

Como exemplo, podemos citar o programa “A diarista” que esteve no ar durante alguns anos pela Rede Globo de Televisão. Nesse programa há o merchandising do próprio seriado, como se “Marinete” fosse interpretada por Carolina Ferraz, de outros programas da Rede Globo e do próprio Projac, ou ainda podemos citar o BBB que durante todo o seu período no ar, faz propaganda dos produtos e das empresas que o patrocinam, além dos produtos como filmes e novelas produzidas pela GRT.

Esse procedimento exibe, em meio a um produto de ficção, toda a lógica econômica que preside a produção televisiva.

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