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Google: o seu espião particular

Google: o seu espião particular

A câmera escondida na rede pelo Google já existia de certa forma, pois tudo que envolve seu nome na internet é possível encontrar lá. Coisas que você nem sabia que havia publicado podem estar facilmente em um dos links oferecidos pela busca, é inevitável. Embora a prática seja comum, agora ganhou novas conotações e destaques polêmicos, uma vez que foi anunciada a nova política de privacidade, que permite até que nossas ligações sejam monitoradas. Para a empresa, isso é o resultado de um trabalho desenvolvido para garantir mais transparência no serviço oferecido pelo buscador.
O Google deixa claro que a “espionagem” é feita somente pelo próprio Google e que terceiros não terão acesso às informações. A coleta dos dados pode estar ligada às especificidades do dispositivo que é usado para acessar o site, tais como o modelo do hardware, o tipo de sistema operacional e quando for rede móvel, o número de telefone e, consequentemente, o número de quem está ligando, horário e data das chamadas, identificador do número e do SMS, duração das chamadas e os tipos de chamadas.
Caracterizando “invasão de privacidade”, a nova política do Google gera polêmica. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) declarou dias atrás que vai requerer que o Google se explique no Congresso, já que o direito à privacidade é garantido pela Constituição em seu artigo 5º, que diz o seguinte: “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.
Internet era um mundo sem lei?
Para quem pensava viver em um mundo online longe de leis, regras e proibições, está vendo passar nesse cenário uma nova internet. No início do ano, acompanhamos algumas manifestações contrárias a essa tal liberdade na rede, como os protestos contra projetos de leis que estão sendo debatidos nos Estados Unidos. Dois exemplos mais comuns tratam da SOPA (StopOnline Piracy Act, Lei de Combate à Pirataria Online) e da PIPA (ProtectIntellectual Property Act, Lei de Proteção à Propriedade Intelectual), que ganharam visibilidade no mundo inteiro com a força das mídias sociais, contando com um número expressivo de protestantes contra as leis que vão contra a distribuição livre por meio de sites especializados em compartilhamento de músicas, filmes e livros, por exemplo.
Tudo bem! Ficou claro que ninguém, além do Google, terá acesso às minhas informações dispostas no ciberespaço, mas quem poderá me garantir isso? Essa deve ser uma pergunta de todos, pois a máquina gigante de fazer buscas pode monitorar nossas informações, mas nós, pobres internautas mortais, o que podemos fazer além de assistir a implantação das novas políticas de privacidade? A resposta seria: “nada”? A dependência que o Google exerce sobre nós é indiscutível. O fascínio que ele nos concede é irrecusável. Então, quem poderá nos defender?

Acesse o Artigo Original: http://www.blogmidia8.com/2012/03/google-o-seu-espiao-particular.html#ixzz1tlbW3PDq

A orkutização do meu querido Facebook e os meus casos de amor

A orkutização do meu querido Facebook e os casos reais de amor

Demorei muito para deixar o Facebook entrar na minha vida. O apego que o Orkut exercia sobre minha relação com a internet era um caso de amor para mais de cem anos. Ilusão minha. Logo veio o Google inserindo mudanças drásticas na minha queridinha rede social e isso aos poucos foi atingindo o meu caso de paixão aguda com o Orkut. Seria o fim.

Um dia olhei para a página de recados do meu Orkut e vi que dos 10 scraps, 5 eram links possuídos por vírus e os outros 5 não diziam nada, além de piscar cheios de glitter  com mensagens de “bom dia”. Então eu prometi a mim mesma que estreitaria meus laços com esse tal Facebook, aquele mundo desconhecido com um mar vasto a navegar.

Só cheguei ao Facebook em 2010. A estranheza foi inevitável, mas logo fui afeiçoando àquela ferramenta cheia de oportunidades de conhecer novas pessoas, de “curtir” o que era postado, comentar, compartilhar e interagir de uma forma como eu nunca vi em parte alguma na rede mundial de computadores. Não demorou muito, logo caí de amores pelo “Face”. Lá estava eu mais uma vez apaixonada por uma rede social.

Assim como eu, várias pessoas começaram a se sentir incomodadas com o comportamento dos internautas no Orkut. Isso leva a refletir e a se perguntar por que o Orkut virou aquele mundo com tão pouco conteúdo aproveitável. Falo por mim, pois não consigo mais enxergar vida útil no meu Orkut que ainda continua lá por pura falta de disposição de salvar as mais de mil fotos postadas e por não querer migrar todas elas para o Facebook.

É claro que o Face superou o Orkut em número de visitantes e dos que ficam, é lógico. Em dezembro de 2011, o Facebook atraiu 36,1 milhões de visitantes únicos, o que representa 192% nos últimos 12 meses, contando de dezembro/2010 a dezembro/2011, enquanto o Orkut ficou com 34 milhões de visitas, acredito que só os que visitam mesmo e logo saem correndo com medo, assim como eu. Os dados são da comScore que só mostrou o que estamos vendo diariamente.

Estaria tudo perfeitamente bem se o Face não estivesse sendo invadido por pessoas com comportamentos orkutianos. Com as políticas de Mark Zuckerberg de aumentar o poder de você ser visto e ter a sua vida exposta na timeline, a interação entre os contatos aumentou significativamente e toma proporções numéricas grandiosas em compartilhamentos de imagens, texto, links e outros. O problema vem se instalando aí.

Fora os jogos, vídeos, montagens de imagens com piadinhas, comparações, links de todos os tipos, fotos bizarras e sensacionalistas, ainda temos que suportar as imagens que chocam, tal como a do feto abortado cheio de sangue que nos últimos três dias vem sendo compartilhada como se isso fosse a melhor das campanhas educativas e conscientizadoras do mundo. Deixam de lado o bom senso e trazem para o círculo de amizades aquilo que nem todo mundo quer ver, que se diga a maioria.

Tudo bem. Podemos evitar esse tipo de imagem desagradável cancelando a assinatura das atualizações de pessoas que compartilham isso, mas pergunto: que graça tem você fazer parte de uma rede social se vai precisar ficar o tempo todo evitando a socialização? Já cancelei várias assinaturas e percebo que todos os dias devo fazer isso, mas temo por acabar com um feed de notícias vazio, pois lamentavelmente o número de participantes que postam conteúdos relevantes é baixo.

Sinto que esse é mais um caso de amor que está balançado e caindo no mesmo buraco que já joguei o Orkut. E quando não restar mais nada? Vou para o Pinterest! E que seja eterno enquanto dure.

Ação fantástica do TNT mostra o verdeiro lado dos filmes HD

"Push to add drama". Ação fantástica do TNT mostra o verdeiro lado dos filmes HD
Em uma pequena cidade da Bélgica em uma praça onde nada acontece, foi colocado um botão vermelho e se esperou que alguém o apertasse. Trata-se de mais uma ação do marketing internacional chama a atenção dos conectados. Dessa vez o feito veio pela inteligente produção do TNT com o objetivo de divulgar a nova programação HD. Para isso, foi instalado um botão vermelho no centro de uma praça belga com um cartaz móvel em formato de seta com a descrição “Aperte para adicionar drama” (push to add drama), apontando para o drama button.
Pessoas curiosas existem em toda parte do mundo e lá não é diferente. Ao apertar o botão do drama, os curiosos tinham uma grande surpresa: como se fosse um verdadeiro filme, personagens representam cenas sequenciais de ação. Ambulância, carro de polícia e tiroteio fazem parte do “filme”. Ação mais do que fantástica. Confiram:

A força de um Jornal Nacional

“Porque Hoje é Feriado” poderia ser só mais um dos memes engraçados que quem é assíduo nas mídias sociais está habituado a acompanhar. Ele está naquele mesmo rol do “Luíza que está no Canadá” e do “Para Nossa Alegria”, a diferença é que dessa vez trata-se de um assunto sério, que vai durar ninguém sabe quanto tempo, sei que vai ter vida curta, decerto. Ele surgiu da mesma fonte que geralmente surgem os demais: a TV. O de hoje partiu do Jornal Nacional.

A Saúde pública do Rio Grande do Norte amarga há mais de um mês greve por parte dos enfermeiros e técnicos de enfermagem, com adesão de parte dos médicos que são contratados por meio de cooperativas. A verdade é que o sistema já não funciona com todos os profissionais na ativa, imaginemos – melhor, nós vimos na TV, disponível neste link – como a situação se agrava com a paralisação deles. Além da falta de profissionais e de assistência,  com pacientes em UTIs improvisadas e da superlotação, ainda foi mostrado o amontoado de lixo que está acumulado em um dos hospitais da cidade, devido à falta de pagamento para com a empresa que faz a coleta.

O assunto foi tratado no jornal televisivo local da InterTV Cabugi, afiliada da rede Globo, poucas horas antes de ir ao ar pelo Jornal Nacional, na emissora do plin-plin. Fiquei de olho no Twitter, no momento em que a mesma matéria, vale frisar, foi ao ar na emissora daqui, para observar a reação dos usuários daquela mídia social. Fiquei triste, mesmo com o igual fechamento impactante dado à matéria,  não houve a reação que eu esperava, pelo menos por parte dos tuiteiros que sigo. É como se o assunto fosse mais do mesmo. Sem importância. Agora, quando a mesmíssima notícia, vale ressaltar ‘outra vez’, foi à telinha da Globo, o fato se espalhou, ganhando o topo dos tópicos (TT) do mesmo Twitter.

Como se a situação mostrada já não fosse suficientemente grave para por em xeque a imagem do governo do Estado e consequentemente a do secretário de Saúde, Domício Arruda, a recusa por parte do responsável pela secretaria de Saúde em prestar esclarecimentos à equipe da Globo, justificando que #PorqueHojeéFeriado ele não daria entrevista, ou seja, não poderia perder alguns minutos do seu dia e trabalhar, não pegou bem. O assunto foi por mais de duas horas o mais comentado no Twitter, e como não poderia deixar de ser, virou meme até que o fim do feriado nos separe.

ATUALIZANDO (02/05)

Muito antes de a imprensa local ficar sabendo, o Jornal Nacional divulgou a “exoneração” do secretário Domício Arruda, quando na verdade ele não suportou a pressão e resolveu pediu para deixar o cargo.

Para a nossa reflexão:

Quanto vale uma notícia em rede nacional?

Quanto vale deixar de se pronunciar, nem que seja para dizer que não tem o que dizer?

Quanto vale tentar se explicar quando é tarde, pela mesma mídia que bombardeou sua imagem?

Quanto valemos enquanto telespectadores?

O jornalismo e o jornalista de hoje

O novo jornalista

No jornalismo do passado, produzir uma matéria era estudar um caso, o que levava o jornalista a pesquisar de forma rebuscada o assunto que seria publicado. Produzir um bom texto, aprofundar o tema e checar todas as fontes eram quesitos obrigatórios. Faziam naquela época o chamado “jornalismo quente”, o ofício que dava plantões nas portas de delegacias em busca de informações e notícias confeccionadas in loco.

Hoje o dia continua somando 24 horas, mas já não é possível produzir notícias como antigamente. Notamos que a forma como a informação passou a ser consumida mudou consideravelmente, e nisso mora a explicação para o jornalismo pouco eloquente que hoje é feito.  Continuar lendo

Redes Sociais diminuem o fluxo de SMS

O Blackberry é o preferido para enviar mensagens

As empresas de telefonia celular vêm amargando números cada vez mais baixos nos envios de SMS (Short Message Service), e consequentemente da receita arrecadada. Segundo pesquisa da Ovum, foi divulgado que as pessoas estão preferindo as redes sociais para se comunicar a serviços contidos nos aparelhos celulares, que além de SMS também oferecem MMS (Multimedia Messaging Service), esse último bem menos utilizado pelos clientes das telefonias móveis, pois tratam de envio de fotos, vídeos e afins.

Convenhamos! O número de pessoas conectadas e presentes nas redes sociais só aumenta, o que faz crescer as chances de seu amigo, parente, namorado ou conhecido também estar online em dado momento que você precisa se comunicar. Então, por que não enviar a mensagem pelo Facebook ou pelo Twitter, já que no smartphone você vai ter um plano de dados com aplicativos ligados às redes sociais e já vai estar pagando por isso? Sem contar que além dos smartphones, estamos sempre em contato com os notebooks, tablets e PCs, o que facilita ainda mais as formas de se comunicar via mensagens de texto curtas.

Como o mesmo assunto pode ser tratado nas mídias sociais

Com o crescimento das mídias sociais e suas redes de conexão, é notável que o público normalmente age da mesma forma em todas elas, mas há, é claro, aqueles usuários que sabem da importância de diversificar o conteúdo informativo em suas redes sociais, e assim fazem.

Encontrei um infográfico mostrando como um mesmo tema é tratado nas redes sociais. 

Acompanhe!

P.S.: Desconheço o autor do infográfico.