Arquivo da categoria: Jornalismo

A força de um Jornal Nacional

“Porque Hoje é Feriado” poderia ser só mais um dos memes engraçados que quem é assíduo nas mídias sociais está habituado a acompanhar. Ele está naquele mesmo rol do “Luíza que está no Canadá” e do “Para Nossa Alegria”, a diferença é que dessa vez trata-se de um assunto sério, que vai durar ninguém sabe quanto tempo, sei que vai ter vida curta, decerto. Ele surgiu da mesma fonte que geralmente surgem os demais: a TV. O de hoje partiu do Jornal Nacional.

A Saúde pública do Rio Grande do Norte amarga há mais de um mês greve por parte dos enfermeiros e técnicos de enfermagem, com adesão de parte dos médicos que são contratados por meio de cooperativas. A verdade é que o sistema já não funciona com todos os profissionais na ativa, imaginemos – melhor, nós vimos na TV, disponível neste link – como a situação se agrava com a paralisação deles. Além da falta de profissionais e de assistência,  com pacientes em UTIs improvisadas e da superlotação, ainda foi mostrado o amontoado de lixo que está acumulado em um dos hospitais da cidade, devido à falta de pagamento para com a empresa que faz a coleta.

O assunto foi tratado no jornal televisivo local da InterTV Cabugi, afiliada da rede Globo, poucas horas antes de ir ao ar pelo Jornal Nacional, na emissora do plin-plin. Fiquei de olho no Twitter, no momento em que a mesma matéria, vale frisar, foi ao ar na emissora daqui, para observar a reação dos usuários daquela mídia social. Fiquei triste, mesmo com o igual fechamento impactante dado à matéria,  não houve a reação que eu esperava, pelo menos por parte dos tuiteiros que sigo. É como se o assunto fosse mais do mesmo. Sem importância. Agora, quando a mesmíssima notícia, vale ressaltar ‘outra vez’, foi à telinha da Globo, o fato se espalhou, ganhando o topo dos tópicos (TT) do mesmo Twitter.

Como se a situação mostrada já não fosse suficientemente grave para por em xeque a imagem do governo do Estado e consequentemente a do secretário de Saúde, Domício Arruda, a recusa por parte do responsável pela secretaria de Saúde em prestar esclarecimentos à equipe da Globo, justificando que #PorqueHojeéFeriado ele não daria entrevista, ou seja, não poderia perder alguns minutos do seu dia e trabalhar, não pegou bem. O assunto foi por mais de duas horas o mais comentado no Twitter, e como não poderia deixar de ser, virou meme até que o fim do feriado nos separe.

ATUALIZANDO (02/05)

Muito antes de a imprensa local ficar sabendo, o Jornal Nacional divulgou a “exoneração” do secretário Domício Arruda, quando na verdade ele não suportou a pressão e resolveu pediu para deixar o cargo.

Para a nossa reflexão:

Quanto vale uma notícia em rede nacional?

Quanto vale deixar de se pronunciar, nem que seja para dizer que não tem o que dizer?

Quanto vale tentar se explicar quando é tarde, pela mesma mídia que bombardeou sua imagem?

Quanto valemos enquanto telespectadores?

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O jornalismo e o jornalista de hoje

O novo jornalista

No jornalismo do passado, produzir uma matéria era estudar um caso, o que levava o jornalista a pesquisar de forma rebuscada o assunto que seria publicado. Produzir um bom texto, aprofundar o tema e checar todas as fontes eram quesitos obrigatórios. Faziam naquela época o chamado “jornalismo quente”, o ofício que dava plantões nas portas de delegacias em busca de informações e notícias confeccionadas in loco.

Hoje o dia continua somando 24 horas, mas já não é possível produzir notícias como antigamente. Notamos que a forma como a informação passou a ser consumida mudou consideravelmente, e nisso mora a explicação para o jornalismo pouco eloquente que hoje é feito.  Continuar lendo

Advogado faz reflexão sobre a influência da mídia nas decisões da Justiça

O conteúdo publicado pelo advogado Carlos Rebouças, no Facebook, é reproduzido a seguir:

“Quem é criminoso? Quem decide isso? A mídia? O magistrado? O promotor de acusação? Com certeza nenhum desses tem essa prerrogativa.
Expor o pensamento é livre, desde que dentro dos limites da lei, já, fazer juízo de valor não é papel se quer do delegado que presidiu o inquérito, muito menos de qualquer pessoa que não faça parte do corpo de jurados. 
O devido processo legal existe para que não ocorra o mesmo da época medieval, onde a acusação era já uma condenação. Coisa que para nossa grande tristeza tem ocorrido no Brasil, mormente em casos com cobertura midiática. o resultados já conhecemos, são julgamentos errôneos, com desproporção entre crime e punição, isso quando o envolvimento da imprensa não é tão incisivo que acaba tornando impossível um julgamento justo e outras vezes impossibilitar até que se chegue ao que todo processo penal busca, que é a Verdade Real.  Continuar lendo

Mais livros gratuitos para download

O portal Tecno@rte news divulgou nesta quarta-feira (15), a sua Biblioteca Digital Artemída com uma série de títulos para download. Entre os temas, podemos encontrar: Artemídia, Cibercultura, Imagens do Corpo na Contemporaneidade, Vídeo e Imagem e Filosofia.

Aproveite e boa leitura!

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A TV como indústria do entretenimento

Sob o conceito de artificialidade ditado pelas programações televisivas, pode-se ver o crescente número de programas de entretenimentos que entram no ar. São séries, reality e talkshows que invadem as telinhas e levam aos telespectadores programas lotados de comerciais e com pouco conteúdo verdadeiramente relevantes, nos remetendo a uma vertente factual ou de verdade e autenticidade.

O merchandising provocado por esse gênero televisivo provocou algumas alterações no setor publicitário, já que a verdadeira meta é dar-se a conhecer ao público, é expor-se para vender seus produtos (CDs, livros, fotos). Continuar lendo

Os impactos da TV sobre os indivíduos

Os avanços das tecnologias e o fácil acesso aos veículos de comunicação trouxeram para a humanidade algumas consequências. Vive-se a “Era das Comunicações”. No Brasil, a TV é o veículo de comunicação mais presente e assume, portanto, um papel importante na vida cotidiana das pessoas. Ela chega a ser um membro permanente na vida familiar, dividindo espaço na formação dos sujeitos.

Algumas mensagens montadas pela mídia e veiculadas pela televisão configuram um processo de alienação, onde diversas vezes a notícia é mascarada e repassada de forma que não imparcial. A TV facilita o caminho para a fuga da realidade desviando a atenção do telespectador de algumas questões sociais. Geralmente esquece de exercer seu principal papel perante a sociedade: mostrar os fatos contemplando a verdade. Continuar lendo

Autorregulamentação da mídia

Não parece fácil autorregular uma profissão que desde seus primórdios aprendeu a não levar muito em conta o código de ética estabelecido na área da Comunicação Social, ainda mais quando paramos para analisar a situação dos donos da mídia brasileira: A elite política. Cada um com suas defesas pessoais e ponto de vistas particulares sobre a comunicação em si, sobre o que deve ou não ser pautado. Continuar lendo